quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Reunião de Fevereiro

Em virtude do início do período legistalivo, informamos que a reunião ordinária do PSDB Petrópolis do mês de fevereiro será transferida para o dia 14 de fevereiro de 2011(segunda-feira), à realizar-se às 18:30 m em sua sede, sito a Rua 16 de Março, nº.: 90 sala 501, Centro, Petrópolis/RJ.

Sem mais,

Cordialmente,

Ramon Mello
Presidente

Tel.: 24 2237 8022 / 9825 4545

domingo, 26 de dezembro de 2010

O mau sinal do governo que nem começou

Elio Gaspari, O Globo


A permanência do deputado Pedro Novais (PMDB-MA) no Ministério do Turismo e da senadora Ideli Salvatti (PT-SC) no da Pesca são um mau presságio para um governo que nem começou. Revelam ligeireza com o dinheiro da Viúva, onipotência e descaso pela opinião pública.
Novais recebeu da Câmara R$ 2.156 por conta de uma nota fiscal do motel Caribe, de São Luís, relacionada com despesas feitas no estabelecimento durante a noite de 28 de junho. A senadora, que recebe R$ 3.800 mensais para custear sua moradia na Capital, cobrou à Viúva R$ 4.606 referentes a diárias de hospedagens no hotel San Marco, de Brasília, entre janeiro e dezembro deste ano.
Descobertos, ambos atribuíram as cobranças a “erros” praticados por assessores e informaram que devolveriam o dinheiro. Pedir desculpas à patuleia, identificando publicamente os responsáveis, nem pensar.
Cobrança de parte da presidente eleita, que acabara de indicá-los para o Ministério, muito menos.
Preservou-se o padrão de casa-grande dos maganos de Brasília. Ao pessoal da senzala, restou o alívio da descoberta do avanço sobre seu dinheiro, feita pelos repórteres Leandro Colon, Matheus Leitão, Andreza Matais e José Ernesto Credencio.
O deputado Novais, um maranhense octogenário que vive no Rio de Janeiro e chegou ao Ministério do Turismo por indicação do senador José Sarney, do Amapá, foi imediatamente defendido pelo líder de seu partido, Henrique Eduardo Alves: “Ele está esclarecendo de forma competente”. Em seguida, pelo futuro ministro das Relações Institucionais, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ): “O Pedro Novais é um parlamentar experiente e, pela história dele, precisamos dar crédito à sua versão”.
Num primeiro instante, a reação de Novais foi típica dos senhores de escravos: “Pare de encher o saco. Faça o que você quiser”. Depois, apresentou uma explicação que tem muito de experiente e pouco de competente: “Indignei-me como parlamentar e homem público, mas, acima de tudo, como cidadão e marido. A acusação leviana tenta atingir minha moral e a firmeza de minha vida familiar. Sou casado há 35 anos. Na noite de 28 de junho, data da emissão da nota fiscal pelo estabelecimento, estava em casa, ao lado de minha mulher. Não posso aceitar que essa falha seja usada para acusações irresponsáveis à minha pessoa”.
Mesmo que na noite de 28 de junho o deputado estivesse na Igreja Evangélica Brasileira, que fica na Rua do Amor, nas cercanias do motel Caribe, isso não teria qualquer importância. Foi seu gabinete que apresentou à burocracia da Câmara a nota fiscal do motel. Ademais, uma funcionária do Caribe informou que houvera uma reserva em seu nome.
Admitindo-se que tudo não passou de um erro, Novais deveria ser grato ao repórter Leandro Colon, pois ele permitiu que expurgasse de sua longeva biografia e de seu firme matrimônio a sombra de uma despesa de R$ 2.156 num motel.
Em 2002, a nação petista sabia que o tesoureiro Delúbio Soares ia além de suas chinelas nas mágicas financeiras que fazia com o publicitário Marcos Valério. Acharam que dava para segurar. Em 2003, o poderoso José Dirceu sabia como operava seu assessor Waldomiro Diniz. Achou que dava para segurar.
Depois que as acrobacias confluíram no mensalão, Nosso Guia deu-se conta de que deveria ter substituído Dirceu logo depois do caso de Waldomiro. Em todos os episódios, o governo comprou o risco da crise porque tolerou malfeitos que lhe pareciam toleráveis.
Isso, supondo-se que Dilma Rousseff não fazia ideia das atividades da família Guerra quando patrocinou a ascensão da doutora Erenice à chefia da Casa Civil da Presidência.
A senadora Salvatti e o deputado Novais foram preliminarmente exonerados pela teoria do “erro”, sempre praticado por assessores jamais identificados e nunca disciplinados. Repetindo: nem desculpas pediram. Passou-se adiante o pior dos sinais: “Vamos em frente, não tem problema”.

sábado, 11 de dezembro de 2010

REUNIÃO PSDB PETRÓPOLIS
 
Terça-feira, 14/12/2010 às 18:30 m.
Local: Rua 16 de Março, 90, sala 501, Centro, Petrópolis/RJ.
 
Início com palestra do professor Joe Rego
Tema: "Oposição Combativa: Tucanos x Estrela(s)
Compareça!!!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Aumento de passagem em Petrópolis é discutido na Alerj

A pedido do presidente do PSDB Petrópolis, Ramon Mello, o deputado tucano Luiz Paulo Correa da Rocha, foi a tribuna da Alerj na tarde da última terça-feira para criticar a postura do prefeito Paulo Mustrangi em reajustar a passagem dos ônibus em Petrópolis.
O deputado manifestou sua preocupação com o quadro caótico no transporte da cidade e esclareceu que o argumento do prefeito de que é necessário aumentar a tarifa para abrir processo licitatório é equivocado, “o prefeito de Petrópolis esta perdido,  reajustar a tarifa de ônibus para abrir o processo licitatório não procede”, declarou.
Além de afirmar que a administração municipal em Petrópolis está deficiente o deputado Luiz Paulo solicitou a bancada do PT na Alerj que orientem o prefeito Paulo Mustrangi para não sacrificar ainda mais a população petropolitana com medidas descabidas, “recebi esta demanda do presidente Ramon do PSDB de Petrópolis, para que eu fosse a voz dos petropolitanos nesta casa, até porque os deputados eleitos Marcus Vinicius e Bernardo Rossi que serão diplomados no próximo dia 16 já se manifestaram contrários a este decreto inoportuno que reajusta a passagem dos ônibus em Petrópolis”, afirmou Luiz Paulo.
Os tucanos de Petrópolis apresentaram inconformismo com a decisão do prefeito em recompor a tarifa e por isso recorreram a Alerj para que sejam tomadas providências, “não podemos mais aceitar o caos que está instalado no transporte público de Petrópolis, a prefeitura já investiu quase de 6 milhôes de reais na manutenção do sistema de transportes sob intervenção governamental e infelizmente a situação só piorou. Precisamos de mais eficiência do governo municipal para solucionar os problemas dos petropolitanos”, comentou Ramon.
O diretório do PSDB de Petrópolis se reunirá na próxima terça-feira para traçar estratégias que possam ser utilizadas em beneficio de Petrópolis nas áreas mais precárias da administração como: saúde, educação e transporte.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Tucanos motivados para disputa de 2012

A vitória do candidato do PSDB, José Serra, no primeiro e no segundo turno da eleição presidencial em Petrópolis, motivou os tucanos a ampliarem o trabalho e fortalecerem o partido para a disputa municipal em 2012. Na noite da última terça-feira, o partido realizou sua reunião mensal, que contou com a presença de membros antigos e de novos filiados. Foram traçadas estratégias para aproximar o PSDB do povo petropolitano, possibilitando o acesso de pessoas que se interessam por política, mas que não fazem parte de partidos.

Na avaliação do presidente do PSDB Petrópolis, Ramon Mello, o resultado das eleições presidenciais é a oportunidade para o partido ampliar o número de filiados. “A vitória do Serra em Petrópolis no primeiro e, principalmente, no segundo turno, quando obteve mais de 99 mil votos, nos entusiasmou para aproximar o PSDB da população. Vamos para as ruas, para as praças, além de abrir a nossa sede para que todos possam conhecer a nossa história e os nossos projetos”, explicou.
A sede “Tucana” em Petrópolis fica na Rua 16 de Março, 90, sala 501 e começará a funcionar com plantões nas segundas, terças e quartas, das 17 às 19 horas. 
O médico Mauro Peralta, que também esteve presente na reunião, propôs que o PSDB comece imediatamente a montar a sua nominata de vereadores. “Com o aumento do número de cadeiras na Câmara, o PSDB precisa ter uma nominata forte e ‘puro sangue’, para que possamos eleger uma boa bancada”, comentou Peralta. O partido se reúne ordinariamente todas às segundas terças-feiras de cada mês em sua sede. A próxima reunião será realizada no dia 14 de dezembro, às 18h30. 

Fonte: http://gazetadascidades.com.br/petropolis-noticias/360-tucanos-se-preparam-para-as-eleicoes-de-2012

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Reunião 23/11

domingo, 24 de outubro de 2010

Sem medo do passado – Carta aberta de Fernando Henrique Cardoso a Lula



O presidente Lula passa por momentos de euforia que o levam a inventar inimigos e enunciar inverdades. Para ganhar sua guerra imaginária, distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere que se a oposição ganhar será o caos. Por trás dessas bravatas está o personalismo e o fantasma da intolerância: só eu e os meus somos capazes de tanta glória. Houve quem dissesse “o Estado sou eu”. Lula dirá, o Brasil sou eu! Ecos de um autoritarismo mais chegado à direita.
Lamento que Lula se deixe contaminar por impulsos tão toscos e perigosos. Ele possui méritos de sobra para defender a candidatura que queira. Deu passos adiante no que fora plantado por seus antecessores. Para que, então, baixar o nível da política à dissimulação e à mentira?

A estratégia do petismo-lulista é simples: desconstruir o inimigo principal, o PSDB e FHC (muita honra para um pobre marquês…). Por que seríamos o inimigo principal? Porque podemos ganhar as eleições. Como desconstruir o inimigo? Negando o que de bom foi feito e apossando-se de tudo que dele herdaram como se deles sempre tivesse sido. Onde está a política mais consciente e benéfica para todos? No ralo.
Na campanha haverá um mote – o governo do PSDB foi “neoliberal” – e dois alvos principais: a privatização das estatais e a suposta inação na área social. Os dados dizem outra coisa. Mas os dados, ora os dados… O que conta é repetir a versão conveniente. Há três semanas Lula disse que recebeu um governo estagnado, sem plano de desenvolvimento. Esqueceu-se da estabilidade da moeda, da lei de responsabilidade fiscal, da recuperação do BNDES, da modernização da Petrobras, que triplicou a produção depois do fim do monopólio e, premida pela competição e beneficiada pela flexibilidade, chegou à descoberta do pré-sal.
Esqueceu-se do fortalecimento do Banco do Brasil, capitalizado com mais de R$ 6 bilhões e, junto com a Caixa Econômica, libertados da politicagem e recuperados para a execução de políticas de Estado.
Esqueceu-se dos investimentos do programa Avança Brasil, que, com menos alarde e mais eficiência que o PAC, permitiu concluir um número maior de obras essenciais ao país. Esqueceu-se dos ganhos que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, com a democratização do acesso à internet e aos celulares, do fato de que a Vale privatizada paga mais impostos ao governo do que este jamais recebeu em dividendos quando a empresa era estatal, de que a Embraer, hoje orgulho nacional, só pôde dar o salto que deu depois de privatizada, de que essas empresas continuam em mãos brasileiras, gerando empregos e desenvolvimento no país.
Esqueceu-se de que o país pagou um custo alto por anos de “bravata” do PT e dele próprio. Esqueceu-se de sua responsabilidade e de seu partido pelo temor que tomou conta dos mercados em 2002, quando fomos obrigados a pedir socorro ao FMI – com aval de Lula, diga-se – para que houvesse um colchão de reservas no início do governo seguinte. Esqueceu-se de que foi esse temor que atiçou a inflação e levou seu governo a elevar o superávit primário e os juros às nuvens em 2003, para comprar a confiança dos mercados, mesmo que à custa de tudo que haviam pregado, ele e seu partido, nos anos anteriores.
Os exemplos são inúmeros para desmontar o espantalho petista sobre o suposto “neoliberalismo” peessedebista. Alguns vêm do próprio campo petista. Vejam o que disse o atual presidente do partido, José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobras, citado por Adriano Pires, no Brasil Econômico de 13/1/2010.
“Se eu voltar ao parlamento e tiver uma emenda propondo a situação anterior (monopólio), voto contra. Quando foi quebrado o monopólio, a Petrobras produzia 600 mil barris por dia e tinha 6 milhões de barris de reservas. Dez anos depois, produz 1,8 milhão por dia, tem reservas de 13 bilhões. Venceu a realidade, que muitas vezes é bem diferente da idealização que a gente faz dela”.

(José Eduardo Dutra)
O outro alvo da distorção petista refere-se à insensibilidade social de quem só se preocuparia com a economia. Os fatos são diferentes: com o Real, a população pobre diminuiu de 35% para 28% do total. A pobreza continuou caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário mínimo. De 1995 a 2002, houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de 49,5%. O rendimento médio mensal dos trabalhadores, descontada a inflação, não cresceu espetacularmente no período, salvo entre 1993 e 1997, quando saltou de R$ 800 para aproximadamente R$ 1.200. Hoje se encontra abaixo do nível alcançado nos anos iniciais do Plano Real.
Por fim, os programas de transferência direta de renda (hoje Bolsa-Família), vendidos como uma exclusividade deste governo. Na verdade, eles começaram em um município (Campinas) e no Distrito Federal, estenderam-se para Estados (Goiás) e ganharam abrangência nacional em meu governo. O Bolsa-Escola atingiu cerca de 5 milhões de famílias, às quais o governo atual juntou outras 6 milhões, já com o nome de Bolsa-Família, englobando em uma só bolsa os programas anteriores.
É mentira, portanto, dizer que o PSDB “não olhou para o social”. Não apenas olhou como fez e fez muito nessa área: o SUS saiu do papel à realidade; o programa da aids tornou-se referência mundial; viabilizamos os medicamentos genéricos, sem temor às multinacionais; as equipes de Saúde da Família, pouco mais de 300 em 1994, tornaram-se mais de 16 mil em 2002; o programa “Toda Criança na Escola” trouxe para o Ensino Fundamental quase 100% das crianças de sete a 14 anos. Foi também no governo do PSDB que se pôs em prática a política que assiste hoje a mais de 3 milhões de idosos e deficientes (em 1996, eram apenas 300 mil).
Eleições não se ganham com o retrovisor. O eleitor vota em quem confia e lhe abre um horizonte de esperanças. Mas se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer.

Fernando Henrique Cardoso

fonte: http://www.defesadademocracia.com.br/2010/10/22/carta-aberta-de-fernando-henrique-cardoso-a-lula-pt/